Tuesday, December 18

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. Les Grands Rendez-Vous, 1947
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Meu Deus, aqui estou.
E no mais não repares,
por ser esta noite a Noite que é!
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Em versos Te rezo.
E no mais não repares,
por ser esta noite a Noite mais calma!
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- Conduz-me aos mais altos lugares
da minha fé!
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- Conduz-me aos mais altos lugares
da minha alma!
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Rodrigo Emílio, Pequeno Presépio de Poemas de Natal
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2 comments:

Mar Arável said...

O amor também se conquista

nas janeiras

bjs

peregrino said...

Não deixa de ser interessante notar que, uma vez que não se encontra nos Evangelhos qualquer elemento que permita fixar a data do nascimento de Jesus, discutem os investigadores as razões por que lhe atribuíram em Roma o dia 25 de Dezembro ( o mais antigo documento que menciona tal data é o calendário chamado filocaliano (do nome Furius Philocalus, que o publicou no ano 354 da nossa era).

Assim, Mons. Duchesne dá uma explicação simbólico.- astronómica: O dia do nascimento de Jesus ter-se-ia fixado com o dia presumido da sua morte. Era ideia aceite, entre as primeiras gerações cristãs, que o Mundo tinha sido criado no equinócio da Primavera, fixado pelos cálculos astronómicos de então em 25 de Março (hoje, vê-se que é um erro). Ora, sendo este um dos dias em que podia cair a Páscoa judaica, pareceu natural que Cristo tivesse morrido no dia aniversário da criação do Mundo.

O simbolismo dos números perfeitos requeria, por outro lado, que Cristo tivesse passado na Terra um número completo de anos; por isso, o dia da morte (25 de Março) seria também o da encarnação. Acrescentados nove meses exactos de gravidez de Nossa Senhora, estaria determinada a data de 25 de Dezembro para o nascimento de Jesus.

Segundo outros autores, na época em que apareceu no Ocidente a festa do Natal, a Roma pagão celebrava a 25 de Dezembro o Natale Solis invicti, a festa solsticial consagrada ao Sol, cuja luz começa a prevalecer sobre a noite. O clero romano teria julgado oportuno substituir a festa pagã por uma festa cristã, e era natural que pensasse no nascimento daquele que, segundo o Evangelho, era «a verdadeira luz do Mundo».

De referir também que, segundo vários autores eclesiásticos, as igrejas do Oriente celebravam o nascimento de Jesus a 6 de Janeiro, na festa cghamada das Epifanias (aparições ou manifestações do Senhor). Já no séc. IV essa festa abrangia uma tríplice comemoração: a do nascimento de Cristo, a da sua adoração pelos Magos e a do seu baptismo.

Fonte: Grande Enciclopédia Portug. e Brasil.)


Votos de um bom 2008.

Com um abraço.